Obras estão paradas há quase três anos, e fila quilométrica se forma na rodovia
Atravessar a BR-319 tem se tornado um verdadeiro desafio para motoristas e passageiros. Com as pontes do Km 8 e Km 12 destruídas desde setembro de 2022, e sem previsão para conclusão das obras de reconstrução, o fluxo na rodovia continua prejudicado. Agora, com a subida das águas dos rios, a situação se agrava, com a formação de longas filas e colocando em risco a segurança dos condutores.

Na tarde desta sexta-feira (21), a equipe do portal Cheiro do Povo esteve nas duas pontes onde ocorreram os desabamentos. A primeira estrutura a ruir foi a ponte sobre o Rio Curuçá, tragédia que resultou em cinco mortes. Dez dias depois, a ponte sobre o Rio Autaz Mirim também desmoronou. Apesar da gravidade dos incidentes, os laudos que apontariam as causas dos desabamentos ainda não foram concluídos.
Desde então, a travessia tem sido feita de forma improvisada por balsas, gerando congestionamentos diários e transtornos para os condutores. As obras para a construção das novas pontes foram contratadas pelo governo federal, mas seguem sem previsão de entrega. Com o início do período de cheia, a correnteza intensa dificulta ainda mais a travessia, prolongando o tempo de espera e elevando os riscos de acidentes.

Marivaldo Duarte, aposentado e usuário frequente da rodovia, expressou sua revolta com a demora na reconstrução. “Era uma obra emergencial, com prazo curto para entrega. Hoje, já são quase três anos e nada foi feito. O DNIT deveria fiscalizar essas obras, mas até agora praticamente nada avançou. Todo dia tem gente trabalhando aqui, porém, leva-se mais de um ano só para completar uma coluna? Isso é um absurdo!”, questionou Marivaldo.

Sem solução definitiva à vista, moradores e motoristas seguem enfrentando os desafios impostos pelas pontes inacabadas, aguardando providências das autoridades para restabelecer o fluxo normal da BR-319.